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domingo, 10 de maio de 2015

Mudanças nas profissões ... // Silvio Meira / TV Cultura / Café Filosófico


o futuro das profissões, com silvio meira (versão tv cultura)

o futuro das profissões
com silvio meira
o homem sonha mundos possíveis e a tecnologia é sua aliada; um campo de inúmeras possibilidades de relacionamentos, de  comunicação se abre. e as mudanças ocorrem tão rapidamente, que chegamos a nos sentir impotentes diante do futuro que se apresenta. homens e mulheres, de todas as idades, veem seus projetos de vida, suas profissões, ameaçados por novas formas de fazer, que retratam novos modos de viver. num mundo onde quase tudo fica obsoleto da noite pro dia, como será nosso amanhã? como acompanhar este mundo em constante inovação? quais são as profissões do futuro e qual o futuro das profissões?

one response to o futuro das profissões, com silvio meira (versão tv cultura)

  1. rudi bodanese 15 de dezembro de 2014 at 18:02 # 
    vocês fazem um mundo mais inteligente. não parem…

domingo, 30 de setembro de 2012

Hebe Camargo no Roda Viva: a única entrevista aplaudida de pé pelos entrevistadores

Hebe Camargo no Roda Viva: a única entrevista aplaudida de pé pelos entrevistadores


29/09/2012
 às 20:16 \ Direto ao Ponto


Hebe Camargo no Roda Viva: a única entrevista aplaudida pelos entrevistadores

Na noite de 17 de agosto de 1987, Hebe Camargo continuava assustada ao topar com o grupo de entrevistadores à sua espera no estúdio da TV Cultura. E não me pareceu convincente o sorriso ─ sempre espontâneo e extraordinariamente cativante ─ que sublinhou as frases exclamadas enquanto cumprimentava os participantes do programa Roda Viva: “Nossa! Quanto intelectual! Só gente que escreve livro!”
“Estou morrendo de medo”, soprara-me quando fui buscá-la na sala da direção da Cultura. “Vocês vão me massacrar, vão me tratar como ignorante”. Respondi com um abraço apertado, um beijo estalado e dois lembretes: “Você não deve desculpas a ninguém. E é muito melhor que todos nós”. Era mesmo. Passados cinco minutos, a fundadora da TV brasileira estava à vontade no centro do cenário que simulava uma arena romana. A soberana da telinha transformava qualquer estúdio ou palco em seu reino
Durante quase duas horas, Hebe contou casos divertidos, recordou episódios dramáticos, disse exatamente o que pensava de coisas e pessoas, não fugiu de nenhuma pergunta, distribuiu afagos, pancadas e farpas, gargalhou, chorou ─ enfim, escancarou a alma e o coração sem temores nem cautelas. Foi um privilégio ter conduzido aquela entrevista. Mais de 25 anos depois, ainda me lembro de tudo. E me comovo com a evocação de um momento mágico.
Voz embargada, lágrimas emergindo dos cantos dos olhos, Hebe quase sucumbiu aos soluços no desabafo que durou 14 minutos. Pelos critérios da televisão, é mais que uma eternidade. “Deixa ela falar”, repetia pelo ponto eletrônico o diretor Roberto de Oliveira. Atendi à determinação com enorme prazer. E todos ouvimos calados o que foi o mais longo monólogo da história dos programas de entrevista. Talvez tenha sido o mais belo. Foi certamente o mais sincero.
Quando o Roda Viva terminou, todos os presentes ao estúdio aplaudiram de pé Hebe Camargo. Isso nunca aconteceu nem vai acontecer de novo, sussurrei ao despedir-me da entrevistada. Ela estava grávida de alívio, orgulho e felicidade. E então entendi que o brilho da estrela impedia que se enxergasse, por trás da risonha vencedora perdidamente apaixonada pela vida, a mulher machucada por humilhações que não cicatrizam.
Eu a conhecera um ano antes, na primeira de duas conversas que tivemos em seu programa. Não voltaria a encontrá-la muitas vezes. Mas ambos soubemos naquela noite de agosto que nos tornáramos mais que amigos. Éramos cúmplices.