segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pecados capitais no mercado de Trabalho.... / Exame

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/os-7-pecados-capitais-no-mundo-do-trabalho

Os 7 pecados capitais no mundo do trabalho

Gula, luxúria, inveja, preguiça, ira, soberba e avareza: como os maiores vícios humanos se manifestam no ambiente corporativo?

Maçã vermelha

Scott Liddell/Stock.Xchng
Fruto proibido: os grandes vícios humanos aparecem em qualquer ambiente, inclusive no trabalho
São Paulo - Onde há interação entre pessoas, aparecem vícios e virtudes. Nenhum ambiente de trabalho é exceção a essa regra.
Essa é a opinião de Irene Azevedo, diretora de negócios da LHH | DBM. Para ela, os relacionamentos profissionais sofrem com as mesmas falhas humanas resumidas nos 7 pecados capitais da Igreja Católica.
Gula, luxúria, preguiça, inveja, ira, soberba e avareza são conhecidas como os nossos principais desvios da conduta desde o século 13, quando são Tomás de Aquino registrou a famosa compilação na obra "Suma Teológica".
Para Irene, a clássica lista nasceu de uma reflexão profunda sobre o comportamento humano - independentemente da conotação de pecado religioso.
“São deficiências universais e emblemáticas, que se aplicam a qualquer ambiente, inclusive o profissional”, opina a executiva.
Se, por um lado, essas falhas pertencem à natureza humana, por outro, a configuração atual domercado de trabalho acentua nossas disposições negativas
“As empresas estimulam o nosso lado mais egoísta e individualista ao não premiar suficientemente as conquistas coletivas, por exemplo", explica Irene.
A seguir, reunimos algumas traduções possíveis dos 7 famosos vícios para o universo do trabalho. Confira:
Inveja
“A maioria de nós é competitiva em alguma medida, mas isso pode passar dos limites”, afirma Irene. Essa disposição humana pode ser muito estimulada no contexto profissional, em que a concorrência cumpre um papel central para a lógica dos resultados.
O sentimento pode levar profissionais de destaque a ser alvo da hostilidade de seus colegas. “É comum ver pessoas que, por inveja, criticam e até boicotam quem incomoda”, afirma Sandra Oliveira, diretora na Dale Carnegie de São Paulo.
Soberba
De acordo com Irene, a vaidade é outra "praga" no mundo corporativo. “A sensação de poder no trabalho muitas vezes torna as pessoas arrogantes”, afirma a executiva.
Esse orgulho desmedido pode criar uma bolha em volta do indivíduo. “Cada um só está interessado em si mesmo e nos seus próprios problemas, o que asfixia a comunicação e cria células isoladas no escritório”, diz Sandra.
Ira
A agressividade também aparece frequentemente no mundo do trabalho, intensificada pelo estresse e pela pressão por resultados. “Infelizmente, brigas, insultos e xingamentos não são raras em ambientes corporativos”, diz Irene.
Segundo Sandra, a hostilidade também se manifesta mais facilmente com a internet. “Usando o escudo de um email, por exemplo, as pessoas se sentem muito mais corajosas para lançar ofensas aos outros”, explica.
Avareza
O apego exagerado ao dinheiro também é muito presente no mundo do trabalho. Segundo Irene, é natural o desejo de progredir materialmente. Porém, o objetivo de acumular riquezas não pode ser perseguido a qualquer custo.
“É quando a ambição vira ganância”, diz a executiva. Visando a uma promoção ou aumento de salário, por exemplo, o profissional pode prejudicar os demais e atropelar todos os seus princípios.
Gula
A vontade excessiva de comida pode ser traduzida para o universo do trabalho como uma necessidade constante de "abocanhar" o que está ao redor. “O vício da gula aparece no profissional que quer tudo o que é do colega, a tarefa, o cargo, o salário, o status”, diz Irene.
Segundo a executiva, esse “guloso” do trabalho cobiça o espaço do outro, seja para obter mais reconhecimento do chefe, seja para simplesmente alimentar sua vaidade.
Luxúria
Para Irene, existem muitas metáforas possíveis para o desejo sexual excessivo no mundo profissional. “A busca pelo prazer individual e a desatenção às necessidades dos colegas são atitudes que podem aparecer no escritório”, diz ela.
É o caso de profissionais que põem a sua própria satisfação em primeiro lugar, em detrimento de qualquer consciência de equipe. Aqui estão incluídos os comportamentos egoístas, indelicados e espaçosos do dia a dia corporativo.
Preguiça
“O mundo corporativo está cheio de procrastinadores, que não pensam no impacto dos seus atrasos para o resto da equipe”, afirma Irene.
Tarefas acumulandas, prazos estourados e pendências esquecidas são alguns sinais de que a ociosidade está reinando no ambiente de trabalho.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PF detecta dinheiro desviado da Petrobras na Suíça - Brasil - Notícia - VEJA.com

PF detecta dinheiro desviado da Petrobras na Suíça - Brasil - Notícia - VEJA.com

Operação Lava-Jato

PF detecta dinheiro desviado da Petrobras na Suíça

Montante foi depositado por empresas ligadas a desvios na estatal - inclusive na refinaria Abreu e Lima - nas contas de Alberto Youssef no país europeu

O doleiro Alberto Youssef
O doleiro Alberto Youssef (Folhapress)
A Polícia Federal detectou em contas atribuídas ao doleiro Alberto Youssef, principal alvo da operação Lava-Jato, na Suíça depósitos de empresas sob investigação por desvio de recursos em obras da Petrobras. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo site do jornalO Estado de S. Paulo. De acordo com a publicação, os depósitos foram efetuados por uma das subcontratadas para construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e por empreiteiras.
A construção da refinaria Abreu e Lima começou com um custo de 2,5 bilhões de dólares e deverá sair por 20 bilhões de dólares. O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de superfaturamento na obra. De acordo com a Polícia Federal, Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, participaram de um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo a refinaria.
Costa utilizava políticos e prestadores de serviços da Petrobras em um consórcio criminoso montado para fraudar contratos na estatal, ampliar sua fortuna e financiar políticos e partidos. Ele se aproveitava do cargo, que incluía entre as responsabilidades aprovar projetos técnicos para construção de refinarias e fiscalizar sua execução, para conduzir o esquema de desvio de recursos. Ele está preso no Paraná.
As autoridades suíças bloquearam 23 milhões de dólares distribuídos em contas do ex-diretor da Petrobras. A Procuradoria do país também reteve cerca de 5 milhões de dólares depositados em contas atribuídas a parentes do ex-diretor. As duas filhas de Costa, Arianna e Shanni Bachmann, e os genros Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita seriam os donos dos recursos. Um dos comparsas do doleiro Alberto Youssef, João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, também foi identificado como um dos beneficiários de contas na Suíça.
Costa responde na Justiça do Paraná ao lado de Youssef e outros oito pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro e indícios de um amplo esquema de desvio de recursos envolvendo a Refinaria Abreu e Lima, entre os anos de 2009 a 2014. Além disso, a Polícia Federal investiga uma série de negócios de Costa em parceria com o doleiro Youssef, apontado como mentor do esquema criminoso. Nesta semana, Costa foi recebido com tapete vermelho por senadores da base governista em depoimento à CPI da Petrobras.
De acordo com O Estado de S. Paulo, os agentes da PF acreditam que Costa mantenha ativos em bancos de outros países além da Suíça. A Justiça Federal crê que as contas localizadas até aqui indiquem um padrão de conduta “não se excluindo de antemão a possibilidade da existência de outras contas em outros países, eventualmente de difícil acesso pelas autoridades brasileiras”. Agora, as autoridades brasileiras vão solicitar à Suíça os extratos das contas de Youssef e Costa. A partir daí pretendem revelar a origem e o destino de todos os depósitos em favor do doleiro e do ex-diretor da estatal. Para repatriar os valores, contudo, será preciso uma condenação definitiva na Justiça brasileira.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Debate da Razão e da Ingenuidade

http://aluizioamorim.blogspot.com.br/2014/06/flavio-morgenstern-detona-professor-da.html

quarta-feira, junho 04, 2014


FLÁVIO MORGENSTERN DETONA PROFESSOR DA USP EM DEBATE SOBRE A REVOLUÇÃO BRASILEIRA DE 1964 E OLAVO DE CARVALHO JOGA A PÁ DE CAL


O vídeo acima é a gravação de um debate realizado no Grêmio Politécnico da USP sobre a ditadura militar brasileira. De um lado um tal de professor Igor Fuser, que se diz também jornalista e em suas primeiras palavras atacou o jornalista Augusto Nunes que nem sequer participava do evento. Por aí já dá para ter uma idéia da estatura moral e ética desse 'professor'. Além disso esnobou no início do debate, fingindo desconhecer Flávio Morgenstern, tradutor especializado em filosofia alemã, articulista no site do Instituto Milenium, enfim, um conhecido intelectual paulistano.

O tal professor se coloca desde o início com aquela arrogância comum a todo esquerdista delirante. Só baixou a crista depois da intervenção Morgestern que detonou um a um os argumentos de Fuser fundados no puro delírio ideológico em que patinam todos os esquerdistas....

terça-feira, 3 de junho de 2014

Blog do Roberto Moraes: Sobre a interligação do modal ferroviário (ES-Rio ...

Blog do Roberto Moraes: Sobre a interligação do modal ferroviário (ES-Rio ...:

O ministro dos Transportes, César Borges garantiu na semana passada ao governador do Espírito Santo Renato Casagrande que a licitação do ...

erça-feira, junho 03, 2014

Sobre a interligação do modal ferroviário (ES-Rio passando pelo Açu)

O ministro dos Transportes, César Borges garantiu na semana passada ao governador do Espírito Santo Renato Casagrande que a licitação do trecho ferroviário que fará a ligação do Espírito Santo com o Rio de Janeiro - Ferrovia Vitória-Rio (EF 118)- deverá ser leiloado pelo governo federal ainda neste ano e fará parte da segunda do pacote

O leilão deste trecho deve  acontecer após a disputa pela extensão férrea entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). O governador Renato Casagrande disse ao ministro que o projeto do trecho que contempla os dois estados Rio está quase pronto, ressaltando que “o estudo é uma parceria entre os dois governos estaduais com a colaboração dos empreendedores do Porto de Açu e do Porto Central que será doado ao Executivo federal”. A informação foi publicada pelo A Gazeta do Espírito Santo.

O trecho vitória-Rio é o de número 6 no mapa. Fonte Blog Roberto Moraes
Na ocasião o ministro Borges afirmou ainda que tem informações sobre o interesse de, pelo menos, dois grupos de participar do leilão para construir o ramal ferroviário. Um deles é formado por cinco empresas de médio porte com sede no Rio de Janeiro com experiência no setor. O outro é composto por duas grandes companhias sediadas em São Paulo.

O projeto do ramal ferroviário EF 118 fará a ligação de Vitória com o Rio de Janeiro, passando pelo Porto Central, em Presidente Kennedy, no Litoral Sul do Estado e também pelo Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). E aproveita o traçado da Ferrovia Litorânea Sul, que vai de Vitória a Anchieta, feito pela Vale.

Apesar da manutenção do desenho, a linha férrea terá bitola mista. Pela nova proposta, os trechos da FCA, do litoral até Cachoeiro de Itapemirim e de Cachoeiro até Campos, terão o seu traçado aproveitado. A linha será interligada ao trecho, já existente, que vai até Nova Iguaçu (RJ) e que faz a conexão com a malha ferroviária do país.

Se o novo projeto da EF 118 for acatado pelo governo federal e se a ferrovia for licitada e construída, as lideranças envolvidas na discussão vão propor que o mesmo processo de parceria seja adotado para a EF 254, que fará a ligação do Norte fluminense até o Porto Central e vai se interligar à EF 118.
Fonte: Gazeta Online.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Blog do Roberto Moraes: O mercado de obras na América Latina

Blog do Roberto Moraes: O mercado de obras na América Latina: Há um grande debate no campo da economia e também da política, sobre a entrada de empresas brasileiras em obras na América Latina que recebe...
apoio (financiamento) do governo. Elas geram divisas e abrem espaço para produtos industrializados produzidos no Brasil, assim como para a expertise aqui desenvolvido.

Um novo estudo está sendo divulgado hoje pela LCA Consultores, em reportagem do Valor Online. Nele está detalhado que as quatro maiores empresas brasileiras do setor Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS obtêm 45%, em média, de suas receitas totais no exterior, com atuação do quarteto espalhada por 54 países. Hoje, estas empresas fazem parte de uma lista de 225 maiores companhias de engenharia do mundo.

Há a constatação de que estas empresas hoje acabaram se transformando em grandes "players" do capitalismo nacional, assumindo o espaço na economia que antes eram de empresários do setor industrial do setor produtivo. 

Hoje, muitos destas indústrias tiveram seus controles transferidos para grandes multinacionais de mercado global. Por outro lado, em função de seu tipo de atividade, as construtoras acabaram no plano nacional aliadas do setor imobiliário articulado com o setor financeiro e grandes esquemas de especulação.

Numa avaliação de sua atuação internacional, na América Latina estas empresas passaram a disputar espaços com construtoras espanholas e chinesas que também atuam globalmente. O caso das espanholas FCC e Acciona que atuam aqui nas obras do Porto do Açu, são exemplos de como este processo está se desenrolando.

As espanholas buscam alternativas para enfrentar a crise econômica europeia em que a redução dos investimentos governamentais faz suas empresas buscarem novos mercados. No caso chinês, o fato está ligado também às suas capacidades econômicas, ajudadas pelo governo que garantem vultuosos financiamentos, em trocas da obtenção das obras que consideram vantajosas economicamente.

Vejam abaixo alguns dados sobre a realidade da construção de obras de infraestrutura em nosso continente da América do Sul. A reportagem chama a atenção para um caso do Equador onde só a China está construindo sete de oito hidrelétricas de médio porte que permitirá àquele país não apenas se tornar autossuficiente em termos de energia, como também exportar os excedentes.

Interessante observar que a liderança em atuação na América do Sul é hoje de empresas espanholas:


terça-feira, 11 de março de 2014

Condomínio de Ideias: "Os comunistas, senhores comandantes, ESTÃO no pod...

Condomínio de Ideias: "Os comunistas, senhores comandantes, ESTÃO no pod...: UM "EXÉRCITO FANTASMA" ANTE OS APELOS POR UMA INTERVENÇÃO MILITAR QUE LIVRE O BRASIL MAIS UMA VEZ DA DOMINAÇÃO COMUNISTA ...

UM "EXÉRCITO FANTASMA" ANTE OS APELOS POR UMA INTERVENÇÃO MILITAR QUE LIVRE O BRASIL MAIS UMA VEZ DA DOMINAÇÃO COMUNISTA

O artigo que segue após este prólogo é do médico Milton Pires. Para que não conhece, Pires além de exercer a medicina em Porto Alegre, é também escritor e possui um blog o Ataque Aberto. Também colabora em vários sites e blogs, como o Mídia Sem Máscara. Seus artigos têm grande repercussão nas redes sociais. Recentemente participou de um hangout com o Lobão, que também está aqui no blog.
Milton Pires costuma ser ferino e direto em seus artigos na intransigente defesa do Estado de Direito democrático, seriamente ameaçado no Brasil pelo Foro de São Paulo, organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 e dirigida pelo PT. Com a morte de caudilho Hugo Chávez, que deu vida ao seu sucessor, o desastrado assassino sanguinário Nicolás Maduro, aumentou o protagonismo de Lula e seus sequazes no continente latino-americano, envolvendo, por conseguinte, o Brasil, já que o PT está há 11 anos no poder.
O artigo de Milton Pires analisa a situação atual brasileira e os recentes seguidos apelos pelas redes sociais conclamando uma intervenção militar para evitar a venezuelização do Brasil, ou seja, impedir a transformação do nosso país em mais uma república comunista do século XXI.
O título original do artigo é “Exército Fantasma”. Na verdade, é quase uma carta aberta aos militares brasileiros. A análise de Milton Pires é interessante. Face à forma do assédio comunista deste século XXI, o articulista levanta algumas questões muito importantes. O ataque comunista no século XXI é completamente diferente do que ocorreu há meio século, como é diferente a situação das Forças Armadas neste momento. Vale a pena ler:
O EXÉRCITO FANTASMA
Em 1964 as forças armadas “escolheram” intervir no Brasil. Com frase simples inicio esse artigo que espero chegar aos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica. O que aqui vai ser dito entra em total oposição com um texto anterior de minha autoria que chamei de “Oração às Forças Armadas”. Escrevo essas linhas em função da proximidade dos 50 anos da Revolução de 64 e dos apelos que agora proliferam nas redes sociais pedindo, mais diretamente ao Exército, a tomada do poder no Brasil. Não é minha intenção defender o que foi feito no passado, exaltar o papel dos militares ou lamentar o que está acontecendo no país. Começo, retomando a primeira frase, numa tese muito simples e pretendo que seja ela o próprio corpo dessa argumentação. Afirmei na primeira linha que as forças armadas “escolheram” intervir no Brasil; hoje essa escolha não existe mais.
Tudo que tem sido dito na internet, todas as manifestações dos militares da reserva e de uma população civil desesperada com aquilo que o PT está fazendo no Brasil partem, portanto, de uma premissa absolutamente errada: a idéia de que seus apelos, como aquele que fiz no artigo que chamei de “Oração”, possam determinar um ato de vontade, uma tomada de decisão..uma espécie de resolução militar para salvar o Brasil do destino da Venezuela. Isso simplesmente não vai acontecer por dois motivos: primeiro pela covardia e egoísmo de uma parte dos militares que pensa, como qualquer funcionário público brasileiro, na sua aposentadoria. Segundo, e esse é o motivo mais perigoso, por uma pequena parcela (pequena, mas poderosa e muito bem informada) deles que vem apostando numa política de terra arrasada...numa lógica do “quanto pior melhor” no sentido de garantir perante à população civil o respaldo à futura tomada de poder.
Quero aqui me dirigir aos três comandantes, sendo eu mesmo um militar da reserva, para dizer que os dois grupos hão de fracassar. Nós não estamos mais em 1964. Não há tempo suficiente para entrar para reserva ou obter respaldo popular. Não se trata mais de impedir, como há 50 anos, que os comunistas cheguem ao poder. Os comunistas, senhores comandantes, ESTÃO no poder. São eles os seus chefes. São a eles que devem vocês prestar continência.
Dias após dia, ano após ano, os senhores tem visto batalhões de fronteira na penúria e agora desativados. Bases aéreas e, num futuro próximo navais, tem sido em sequência desativadas. O orçamento destinado aos senhores não cobre mais o rancho e o fardamento. Não há no Exército munição para sustentar um dia de guerra total. Pergunto-lhes, pois: não concordam vocês que não trata-se mais aqui de salvar o Brasil de coisa alguma mas sim da própria existência das forças armadas como instituição?
Todos nós, senhores comandantes, estamos cansados das manifestações da reserva...de certos “Rambos de pijama” que não percebem que aproxima-se o fim do Exército e que pensam, numa lógica que desconhece totalmente o pensamento revolucionário, ser possível negociar com o PT. Sobre isso afirmo o seguinte: meu posto é de segundo tenente da reserva. Jamais trabalhei em qualquer serviço de informação e pouco me importa o conhecimento da inteligência militar brasileira. Escrevo aqui como quem conhece, e muito bem, a inteligência petista: Não se enganem, senhores, com a promessa de novos caças, de mais porta-aviões ou de um submarino nuclear. Não acreditem em mais tanques ou no soldo melhor para os oficiais generais porque o que se aproxima é a penúria total. Entendam que em 1964 vocês tomaram o poder porque “queriam” salvar o país do comunismo. Em 2014 ou depois, terão que fazê-lo para salvar a própria pele. O verdadeiro exército petista está entre os integrantes do MST e da gigantesca massa carcerária brasileira, hoje mais de meio milhão de condenados, que esse Partido criminoso controla com mão de ferro.
Senhores comandantes, até hoje nada do que os senhores viram foi suficiente para lhes convencer da necessidade de intervenção..Tudo continua parecendo uma questão de “decisão”...de “momento certo”..e de respaldo da população civil como se estivéssemos nós todos em 1964 quando foi por um ato de vontade própria que o Exército colocou-se no poder. Vossa vontade, senhores, não mais está em questão..Aceitem meu aviso quando digo que dessa vez não é “só o Brasil” que está ameaçado mas o próprio Exército que aproxima-se, ainda que seja lentamente, da própria extinção. Ou os senhores compreendem isso e tomam a atitude que, salvando a si próprios há de salvar a democracia brasileira, ou em breve não serão mais que um Exército Fantasma.
Porto Alegre, 10 de março de 2014.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Otimismo com crescimento da economia da América Latina em 2014 até 2016. segundo Banco Mundial

http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=2426&language=portuguese

Otimismo e riscos: Panorama da América Latina em 2014




A desaceleração do comércio mundial, as condições financeiras mais difíceis e os mercados menos favoráveis às matérias-primas em 2013 deixaram muitos países da América Latina e do Caribe às voltas com um crescimento relativamente frágil. É o que afirma o Banco Mundial em seu último relatório sobre perspectivas econômicas para o mundo divulgado no último dia 14 de janeiro. Apesar disso, a instituição estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da região terá um "fortalecimento sustentado" nos próximos exercícios.

O Banco Mundial calcula que a América Latina crescerá 2,9% em 2014, e 3,1% em 2015, saltando para 3,7% em 2016. A instituição salienta que a demanda interna diminuiu moderadamente no Brasil, que a atividade econômica está começando a se recuperar no México, bem como as exportações na América Central graças, em parte, à ampliação do Canal do Panamá.

Hugo A. Macías, diretor científico do Centro de Pesquisas Econômicas, Contábeis e Administrativas da Universidade de Medellín, na Colômbia, diz que há quatro razões para a recuperação moderada do PIB latino-americano em 2014, com menor retomada na Argentina e no Brasil. Em primeiro lugar, "um melhor comportamento da economia mundial e sua consequente demanda de importações oriundas da região; por outro lado, observa-se a expansão moderada do consumo privado regional, além da importante recuperação do México em 2013 graças à produção e à arrecadação fiscal possibilitada pela recente reforma tributária; e, por último, o comportamento positivo do Caribe liderado pelos exportadores de energia, Suriname e Guiana", observa Macías.

Alfredo Eduardo Villafañe, professor titular e consultor da Universidade de Morón, na Argentina, também acredita que as economias da América Latina melhorarão em 2014. Embora a região tenha crescido em ritmo modesto em 2012 e 2013 desde 2004, diz, "observa-se ali uma transformação positiva que superou as crises econômica e financeira mundial de 2008 demonstrando força diante das turbulências e um bom potencial de crescimento". Para ele, espera-se para 2014 um ambiente moderadamente mais favorável, que contribuirá para aumentar a demanda externa e as exportações da região. De igual modo, prevê-se que o consumo privado continue a se expandir, embora a taxas mais baixas do que nos períodos anteriores, e acrescenta que "o desafio de como aumentar o investimento continuará a ser um objetivo importante a ser atingido".

O otimismo com relação à evolução da América Latina durante este ano parece ser generalizado. O Relatório Econômico Mundial de 2014 da escola de negócios espanhola Esade, divulgado em 14 de janeiro, prevê que a economia latino-americana crescerá 3,5% no exercício atual, um percentual maior do que o de 2013, que ficou alguns décimos abaixo de 3%, uma das menores taxas da última década. "É preciso que a economia da região reforce seus motores internos de crescimento para compensar a evolução mais hesitante do consumo das famílias. É importante manter o estímulo do investimento privado que vem crescendo nos últimos anos", disse Josep Comajuncosa, professor do departamento de economia da Esade, durante a apresentação do estudo na intranet da escola.

Fatores-chaves: os riscos

Apesar do otimismo, há fatores de risco que devem ser levados em conta. O Banco Mundial e a própria Esade chamam a atenção principalmente para dois: a mais que provável retirada dos estímulos do Federal Reserve, nos EUA, e a desaceleração do crescimento chinês. O organismo internacional explica que se houver "uma desaceleração mais intensa do que a esperada na China", isso poderá resultar em uma queda "mais prolongada e séria" nos preços das commodities, o que levaria à queda nas exportações regionais. Se o Fed começar a elevar as taxas de juros, poderão ocorrer altas nos países desenvolvidos fazendo, provavelmente, com os que os fluxos de capital para a região caiam consideravelmente em busca de outros mercados mais seguros e com juros mais altos, o que desestabilizaria o financiamento dos saldos em conta corrente, provocaria desvalorizações significativas nas taxas de juros e, possivelmente, elevaria a inflação em decorrência do aumento dos produtos importados. Tudo isso pode culminar com a introdução de políticas monetárias mais restritivas, reduzindo assim ainda mais as perspectivas de crescimento.

Embora não diminuam a importância do contexto internacional, os professores Macías e Villafañe se preocupam mais com fatores internos que serão fundamentais para as economias latino-americanas nos próximos meses. Assim, Macías, da Universidade de Medellín, acredita que a América Latina terá em 2014 um conjunto de riscos e oportunidades em frentes distintas. "Há uma série de ameaças que depende do contexto externo e outra do contexto regional. Com relação à primeira, a região terá pela frente uma volatilidade elevada, aporte limitado do consumo para o crescimento do PIB devido à desaceleração da massa salarial e do crédito, além de impulso fiscal restrito. No contexto regional também será necessário fazer frente à vulnerabilidade externa devido à deterioração da conta corrente em decorrência do custo crescente de financiamento do déficit", observa.

Villafañe observa que "a América Latina passa por uma situação de moderação nas taxas de crescimento devido à queda, ainda que moderada, da demanda externa e a limitações estruturais de suas economias". Ele acredita que tal situação se explica "pelo fato de que não há políticas que corrijam os desequilíbrios estruturais das economias latino-americanas e que elevem sua capacidade de crescimento". Segundo Villafañe, para enfrentar novos desafios e oportunidades, "os países da região deveriam elevar a competitividade mediante a diversificação da economia, maior desempenho logístico e um posicionamento no âmbito das cadeias de valor em direção a atividades de maior valor agregado". Para o especialista, os governos latino-americanos deveriam não apenas se preocupar em aumentar a produtividade, como também procurar agir em duas frentes importantes: "De um lado, deveriam tentar reduzir os níveis de pobreza e de desigualdade internos, o que é fator essencial para o progresso dos países sob todos os aspectos; por outro lado, devem satisfazer as demandas crescentes de uma classe média emergente, que exige investimentos para modernização desses países do ponto de vista não apenas das infraestruturas, como também das políticas de bem-estar social."

Ele acrescenta que outro fator importante para a evolução do crescimento econômico na América Latina consiste em saber se o volume de investimentos públicos se manterá em 2014 nos níveis anteriores ou se, ao contrário, diminuirá, "uma vez que alguns países já anunciaram orçamentos limitados para se ajustar à crise internacional".

Por países

O Banco Mundial também fez previsões econômicas por países específicos. Assim, a instituição calcula que no Brasil o avanço das exportações e dos investimentos públicos para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos contribuirão para que o país tenha um "crescimento modesto, porém sustentável", que será de 2,4% em 2014. De acordo com as estimativas da instituição, Argentina e Paraguai terão um período de "moderação" depois da prosperidade experimentada em 2013 e crescerão, em média, entre 2,6% e 3,6%, respectivamente. Espera-se que o PIB do México chegue a 3,4% em 2014, e o da Colômbia, 4,3%. As perspectivas para a América Central são "positivas" com aceleração no crescimento de Belize, El Salvador e Honduras. A instituição antecipa que os países caribenhos deverão crescer 3,4% este ano, graças especialmente ao turismo. A economia venezuelana, por sua vez, terá um crescimento débil a média prazo, enquanto persistir a escassez de produtos, os gargalos na oferta e as altas taxas de inflação. Comajuncosa, da Esade, discorre sobre a situação de alguns dos mercados de maior porte. Com relação ao México, ele diz que "no ano passado a economia se viu tolhida pelo declínio das exportações para os EUA, o que deverá diminuir este ano". Com relação ao Brasil, ele acredita que o país "continuará a brigar com a inflação, o que obrigará o banco central a manter as taxas de juros em patamares elevados".

Para Villafañe, os países que mais inspiram otimismo em 2014 são os que têm políticas macroeconômicas sólidas, que mantêm a situação fiscal sob controle e que fazem reformas que liberam o potencial dessas economias. "Eu poria nesse grupo países como o México, Chile, Colômbia, Peru, Panamá e Bolívia, os quais constituirão, em 2014, o grupo de países latino-americanos com melhor desempenho econômico. A retomada da economia americana e a previsão do crescimento de sua demanda permitem prever que os países do Pacífico [membros da Aliança do Pacífico, acordo comercial de que fazem parte Chile, Colômbia, México e Peru] serão os mais beneficiados este ano."

Com relação aos países que terão momentos mais difíceis, em primeiro lugar aparece a Venezuela: "Espera-se que haja uma desvalorização importante da moeda nacional em 2014. Num país que importa mais de 80% do que consome, não falta especulação, porque poucos têm acesso ao dólar oficial. Deverá haver maior intervenção na economia. Será um ano complicado para a Venezuela. A inflação continua a acelerar e continuará a ser a mais elevada das Américas." O presidente Nicolás Maduro admitiu durante seu discurso de fim de ano que a inflação deverá chegar a 56,2%. A Argentina também está entre os países com perspectivas sombrias em 2014, já que vem "empurrando sem resolver sérios problemas econômicos, políticos e sociais e inflação elevada [em torno de 28%], restrições cambiais e dificuldades por falta de energia e insegurança". Por último, Villafañe aponta o Brasil como um dos países que terão um ano muito difícil em função de seus "desequilíbrios internos (inflação) e externos (embora tenha superávit comercial, apresenta déficit em conta corrente), o que deixa o país exposto a uma maior vulnerabilidade".

Hugo Macías explica o que pode acontecer na economia do seu país, a Colômbia, durante este ano: "O pífio desempenho da demanda externa e a contração persistente do setor industrial contrastam com os sinais de expansão da demanda interna, com expectativas positivas do mercado de trabalho  e com baixo crescimento do nível de preços, o que permitirá manter uma política monetária que estimulará a economia durante os próximos meses." Entre os setores com desempenho positivo Macías cita a construção, "que gerou otimismo pelo crescimento das licenças outorgadas e pelas remessas recentes de cimento; espera-se que a construção seja a atividade mais importante em 2014".
Macías salienta que o mais importante para a economia colombiana será a recuperação do setor industrial, imerso em uma crise já bastante prolongada, a conservação da geração de novos empregados — que parece ter se consolidado no ano passado — e a correção do déficit comercial crescente. Ele garante que em 2014 "a Colômbia se destacará de maneira positiva no contexto latino-americano, como o fez também nas últimas décadas".